J.P. Morgan inicia captação com fundações com novos fundos no ext...

16-01-2015  –  15:39:27

 

A asset do J.P. Morgan trouxe ao país no primeiro trimestre de 2014 uma família com cinco fundos que aplicam em estratégias internacionais. Desses cinco, três já tiveram a adesão de fundos de pensão, sendo que uma mesma entidade fez a aplicação em dois desses fundos, em meados de novembro passado. Um dos fundos aplica em global high yields (dívidas corporativas), e o outro numa estratégia denominada alternative beta. 

O fundo que compra dívidas corporativas tem como benchmark um índice global de high yied do Bank of America Merril Lynch, e investe em ‘bonds’ que estão abaixo da linha de grau de investimento. O fundo tem aproximadamente 500 ‘bonds’, sendo 83% de empresas americanas.

Em 2014, de 26 de fevereiro, quando ele foi lançado no Brasil, até 31 de dezembro, o fundo rendeu 13,13%. Boa parte da valorização está relacionada com o impacto cambial; considerando o fundo no exterior, em todo o ano passado, a alta foi de 2,51%. O PL do fundo no Brasil soma R$ 40 milhões, e tem quatro cotistas. O produto existe desde março de 2000, e tem PL de US$ 6,9 bilhões.

O outro fundo da asset que a mesma entidade aplicou, de alternativa beta, teve uma rentabilidade próxima a de seu par, de 13,78%, no período de 19 de março, quando foi lançado, até 31 de dezembro. Esse fundo vai buscar alternativas para capturar o beta, sem ter uma exposição direcional ao mercado. Para isso ele utiliza quatro diferentes estratégias que buscam neutralizar o direcionamento do beta. “Talvez seja um dos fundos mais complexos que existem mesmo lá fora”, pondera André Cobianchi, responsável pelas vendas aos institucionais na JP Morgan Asset Manegement. Esse fundo tem PL de R$ 33 milhões e três cotistas.

Dentre as estratégias adotadas, uma delas equivale ao que no país se conhece como Long & Short, o fundo fica comprado em uma ação, vendido em outra, e o ganho vem do diferencial dos dois papéis. Outra estratégia utilizada se chama ‘merger arbitrage risk’, que é uma arbitragem em operações de fusão e aquisição, que busca capturar o prêmio de risco embutido na aquisição. O fundo adora ainda uma estratégia chamada de ‘convertible bonds arbitrage’, que faz carry trade em regiões com altas taxas de juros, e com ativos que no país seriam as debêntures conversíveis em ações. Por último, o fundo adota ainda a estratégia ‘macro-based risk’, que tenta capturar o aumento do prêmio de risco em função da situação macro, focando principalmente em renda fixa e câmbio.

O outro fundo da asset do JP Morgan, que tem duas entidades investidas, que não a mesma que investiu nos outros dois fundos, é similar ao fundo de global equities em parceria com a BB DTVM, só que com uma gestão mais passiva.