19-12-2014 – 12:51:11
Com exposição de cerca de 50% em renda variável, o Fundo Paraná pretende reduzir a concentração da carteira de ações em relação ao patrimônio total para abrir uma carteira de empréstimo aos participantes no limite de 10%. Com isso, a renda variável deve cair proporcionalmente até atingir 40% do patrimônio, que está atualmente em R$ 50 milhões.
“Sentimos a necessidade de abrir a carteira de empréstimo para fomentar o plano patrocinado”, diz Thiago Niewglowski, diretor administrativo e financeiro do Fundo Paraná, que reúne planos multipatrocinados do grupo J. Malucelli com cerca de 30 patrocinadoras.
Ainda que tenha um percentual menor para aplicar em bolsa no próximo ano, Niewglowski entende que o Ibovespa próximo aos 48 mil pontos apresenta boas oportunidades de compra. Empresas boas pagadoras de dividendos, small caps, e dos setores de siderurgia, telecom, construção, energia, e consumo interno, protegida pela inflação, estão no radar da entidade. “Não vamos desinvestir nenhum centavo da renda variável para não realizar prejuízo, mas as novas contribuições que entrarem vamos usar para comprar renda fixa”, fala Niewglowski.
De acordo com o diretor da entidade, a estratégia de comprar ações na baixa e vender na alta, ainda que seja a mais correta, nem sempre agrada a todos os participantes, às vezes mais conservadores, e mais próximos da aposentadoria. Por isso, a fundação vai iniciar estudos em 2015 para que, em 2016, seja implementada os perfis de investimento para os quatro mil participantes da entidade.
“Hoje os planos são novos, mas em determinado momento vamos ter essa necessidade, e já estamos enxergando isso a partir de 2016”. Na média, a duration da entidade está na casa dos 20 anos. A J. Malucelli Investimentos, empresa de asset do grupo, será a responsável pela elaboração dos perfis. Como os estudos estão em fase embrionária, ainda não se sabe se serão dois ou três perfis diferentes.
O fundo Paraná é uma entidade multipatrocinada com dez anos de existência. Com baixos compromissos para pagar, pois conta com apenas cinco assistidos, os gestores optaram por manter uma alta exposição à renda variável. Mas a partir do próximo ano, a ideia é reduzir a carteira para privilegiar os empréstimos.