18-11-2014 – 16:03:12
A Luxembourg for Finance, agência para o desenvolvimento do centro financeiro de Luxemburgo, realizou nesta terça-feira, 18, um seminário em São Paulo para atrair os gestores de recursos brasileiros para que sediem seus fundos de investimento no país europeu. Durante o evento, o Ministro da Fazenda de Luxemburgo, Pierre Gramegna, esteve presente e reforçou que em seu país há uma avançado centro financeiro que tem trazido boas oportunidades para gestores e bancos estabelecerem seus negócios.
“Estamos com boas taxas de crescimento, entre 2% e 3,5%, e com um centro financeiro que está se desenvolvendo bem. Estamos interessados em diversificar nossa base de clientes e os pilares de negócios de private banking, indústria de fundos, seguros e estruturação de empresas e empréstimos”, declarou Gramegna na ocasião.
O ministro destacou entre as vantagens de se estabelecer um negócio em Luxemburgo é a adoção, a partir de janeiro de 2015, da troca automática de informações de acordo com as normas de poupança da União Europeia, além do país defender uma maior equidade em questões fiscais internacionais. “Esperamos ter a atenção de novos players a partir desse seminário e dessas novidades”, disse o ministro.
Três bancos brasileiros estabeleceram negócios em Luxemburgo, sendo eles Bradesco, Safra e BTG Pactual. Além disso, assets brasileiras também estão estabelecendo seus fundos no país. De acordo com Marc Saluzzi, presidente da Associação da Indústria de Fundos de Luxemburgo (Alfi, na sigla em inglês), Itaú, Safra, BTG Pactual e Bradesco são as instituições que possuem suas próprias assets no país, e mais duas estão estudando.
Tanto o ministro Gramegna quanto Saluzzi reforçaram que o mercado de fundos de pensão do Brasil é potencial, pois ainda há muita capacidade de investimentos não aproveitada. “Os fundos de pensão podem investir até 10% de seu patrimônio no exterior, mas a maioria dos investimentos não chega a 1%. Por isso vemos grande potencial de crescimento”, salientou Gramegna.
Saluzzi disse ainda que a Alfi realizou encontros com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), a Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp) e a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) para discutir questões regulatórias e como torná-las mais contornáveis a fim de estimular e fomentar investimento de fundos de pensão no exterior.
“Explicamos para esses órgãos e associações nosso sistema de proteção ao investidor e nas ferramentas e estrutura que oferecemos para minimizar riscos. Sabemos que as entidades querem investir e que há limites para isso. Precisamos olhar para essas limitações”, complementou Saluzzi.
Confira em VídeosOnline conversa com Marc Saluzzi sobre investimentos no exterior.