12-11-2014 – 17:40:45
Em 2013, a maioria das entidades de previdência complementar encontrou grande dificuldade em cumprir com suas metas atuariais, diante de um cenário de baixos retornos tanto na renda fixa quanto também na renda variável. Em 2014, o cenário se alterou, com rentabilidades mais atraentes tanto em bolsa quanto nos prêmios oferecidos pelos títulos públicos. Ainda assim, para o consolidado de 2014, a projeção da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp) é que, na média, as fundações associadas entreguem rentabilidades que fiquem cerca de 1,5 ponto percentual abaixo da meta atuarial para o período, que em muitos casos é de INPC mais 5,5%. No ano, até outubro, o INPC acumula alta de 5,02%, o que corresponde a um atuarial de 10,52%.
A Abrapp traçou um cenário otimista e outro pessimista para a evolução dos mercados até o fim do ano; em sua projeção otimista, a rentabilidade dos ativos de renda fixa seria de 12,6%, e o Ibovespa estaria próximo aos 59,5 mil pontos – hoje está próximo aos 53 mil pontos. Sob esse contexto, pelos cálculos da associação, a média das rentabilidades das fundações chegaria a 12,4% no fechamento do ano, contra um atuarial de 12,06%.
Por outro lado, no cenário pessimista, a renda fixa seria responsável por uma rentabilidade negativa de 8%, e o Ibovespa estaria na casa dos 48,7 mil pontos em dezembro próximo. Nesse ambiente, as rentabilidades médias ficariam em torno de 6,7%, contra uma meta atuarial de 12%. “O cenário intermediário é o mais provável que aconteça”, disse José Ribeiro Pena Neto, diretor-presidente da Abrapp, durante o 35° Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão, que ocorre durante essa semana em São Paulo. “2014 ainda será um ano de não atingimento da meta”, acrescentou o executivo.
Apesar do prognóstico, o presidente da associação recorda que, no período de 1995 a 2014, a rentabilidade dos fundos de pensão do país está em 2137%, contra um atuarial acumulado de 1126%.