Gestores apostam nos Estados Unidos para investimento no exterior

22-10-2014  –  15:14:22

 

Em debate realizado durante evento da Mercer, que ocorreu nesta quarta-feira, 22, em São Paulo, executivos da Credit Suisse Hedging-Griffo (CSHG) e da M Square avaliaram que os investimentos no mercado de capitais dos Estados Unidos ainda é a melhor opção e não está tão caro, levando em conta os lucros projetados.

Para Luciana Barreto, sócia e chefe de pesquisa da M Square, houve uma melhoria na margem dos ativos nos EUA, por isso, ela aposta nesse mercado como a melhor fonte de retorno. Artur Wichmann, gestor de portfólio da CSHG, também acredita no potencial das bolsas americanas, principalmente nos índices S&P, que passaram por uma crise e hoje apresentam bons resultados. “Para o horizonte de médio e longo prazo, é uma boa alternativa de investimento”, diz o executivo.

Para os gestores, a iminente alta nos juros daquele país não afetará tanto no valor das empresas. “Os juros estão baixos, mas devem começar a subir. Vai gerar volatilidade no mercado, mas não acredito que mudará tanto”, opina Luciana. 

Artur Wichmann também não se preocupa tanto com a alta dos juros, pois acredita que o pior dos cenários é a recessão. O executivo ressalta que dos R$ 7 bilhões que a CSHG possui aplicados no exterior, R$ 1 bilhão está alocado no mercado de ações e o restante em fundos multimercados. “Depende do perfil de risco do investidor, mas os multimercados permitem segurar os riscos”.

François Racicot, consultor sênior da Mercer, destaca que uma boa oportunidade de investimento no exterior tem sido no mercado de private equity. “Estão surgindo muitas oportunidades e acredito que esse seja o próximo passo para investimentos de fundos de pensão”.

Racicot também aposta no mercado norte-americano por conta de sua abrangência e de empresas que, em sua maioria, atuam dentro do próprio país, o que é bom por conta das boas margens de lucro que as empresas dos EUA têm apresentado. Já na Europa, Racicot acredita que as melhores apostas estão em empresas com maior atuação fora do mercado doméstico europeu.