16-09-2014 – 17:34:56
A UBS Global Asset Management está preparando o lançamento de um feeder no Brasil para captar investimentos de fundos de pensão locais. De acordo com Bruno Bertocci, gestor sênior de global equities da asset, a gestora ainda está em conversas com fundações brasileiras para saber mais sobre o interesse das mesmas em aplicações no exterior e, até o meio do ano que vem, deve lançar o feeder e iniciar as captações.
Bertocci explica que a ideia é oferecer aos fundos de pensão um portfólio de ações global, visando assim a diversificação. “Essa é a nossa segunda viagem ao Brasil para visitar fundos de pensão e temos um portfólio global de ações que achamos que é interessante para eles”, explica o executivo. “As regulações brasileiras estão mais favoráveis para que eles olhem para investimento fora do Brasil”. Ainda não se sabe qual será o patrimônio do fundo, mas Bertocci diz que, no geral, os feeders locais giram em torno de US$ 150 milhões (cerca de R$ 350 milhões) e o feeder da UBS deve seguir a mesma linha.
A regulação brasileira exige a criação de um feeder local para que gestores estrangeiros ofereçam aos investidores brasileiros um portfólio de investimentos no exterior. “Dado que somos gestores de ativos offshore (responsáveis pela gestão de investimentos da estratégia), teremos de recorrer aos serviços de uma entidade local para prestar apoio no estabelecimento de um feeder local”, explica Bertocci. Em sua passagem pelo Brasil durante essa semana, o executivo também conversará com algumas DTVMs para definir a parceria.
Bertocci explica ainda que o portfólio de investimentos a ser oferecido para as fundações é um portfólio sustentável e alinhado com os princípios do Principles for Responsible Investment (PRI). “Sabemos que muitos fundos de pensão brasileiros são signatários do PRI”, diz. O executivo acredita estar perto de conseguir o mínimo de quatro investidores que a legislação brasileira exige para que um fundo estrangeiro possa captar no Brasil, e talvez até consiga mais fundações.
“Visitamos pelo menos dois terços dos maiores fundos de pensão e nenhum deles disse que não tem interesse. Alguns estão movendo para isso em um passo mais lento, mas sabem que devem aderir a esse movimento, e estamos aqui para o longo prazo”, destaca Bertocci. “Não importa quando, mas é um processo de evolução. Nos próximos cinco anos isso vai se desenvolver mais, e queremos estar aqui e oferecer algo útil para os fundos de pensão”.