Adoção de smart beta terá de superar barreiras, diz Rangel

28-08-2014  –  18:13:23

 

Durante o seminário Entendendo o Smart Beta, promovido pela Revista Investidor Institucional nesta quinta-feira, 28, Silvio Rangel, superintendente da Fundação Itaipu (Fibra), destacou quais as principais barreiras condicionantes para a adoção de estratégias desconhecidas pelos fundos de pensão no Brasil. Uma das barreiras a ser superada, segundo Rangel, é a governança das entidades, que deve colocar uma estratégia adequada e inclui-la dentro da política de investimentos.

“A governança dos fundos de pensão é complexa, tem processo de convencimento para cada uma dessas estratégias e precisa de uma comunicação muito grande. Desapego aos benchmarks tradicionais é uma condicionante”, disse, salientando que a governança, bem como o participante, devem estar convencidos de que o descolamento do Ibovespa é importante. “Queremos fugir desse índice que entendemos ser inadequado em relação a atingir melhores resultados”.

Rangel destacou que também é preciso entender o smart beta no âmbito técnico. “Existe um nível de conforto em relação aos segmentos já conhecidos. Uma estratégia diferente na carteira de fundo de pensão é uma maratona com barreiras, pois deve-se superar várias dificuldades, como a disponibilidade e viabilidade de seleção de produtos”. O executivo ressaltou a importância da comunicação com participantes, que é a mais difícil de todas, para explicar que no longo prazo terá os retornos almejados.

Regulamentação

Outro problema abordado pelo executivo é a questão regulatória em relação à compatibilidade com níveis de risco, solvência e liquidez. “Os parâmetros regulatórios de solvência, por exemplo, interferem na eficiência e afetam o processo de gestão de investimento e a própria escolha de produtos. Além disso, os critérios de precificação de ativos e passivos são incompatíveis entre si”, destacou Rangel.

Nesse sentido, a Abrapp, associação cujo comitê de investimentos Silvio Rangel faz parte, concluiu neste mês a elaboração de uma proposta de revisão da regulamentação que rege ativos, passivos e solvência no setor. Segundo Rangel, a associação elaborou três propostas que serão encaminhadas para a comissão temática (número 4) do Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC) que trata do assunto.

O seminário Entendendo o Smart Beta contou com os seguintes patrocinadores: FTSE, MSCI, Research Afiliates, Itaú Asset Management, Bram (Bradesco Asset Management), BlackRock e Riviera.