18-06-2014 12:08:18
Os fundos de pensão registraram uma rentabilidade média de 3,28% em 2013, inferior à meta atuarial de 11,63%, segundo estatísticas divulgadas pela Abrapp. A rentabilidade estimada por tipo de plano no período foi de 3,96% para modalidade de benefício definido, 0,66% para contribuição definida, e 1,52% para contribuição variável. Em 2012, a rentabilidade foi de 15,38%, 14,90% e 15,56%, respectivamente. Segundo a Abrapp, cerca da metade dos planos registrou rentabilidade negativa.
José Ribeiro Pena Neto, presidente da associação, explica no caso da renda variável, a bolsa doméstica já vem há alguns anos apresentando fraco desempenho, enquanto na renda fixa, como muitos planos estão marcados a mercado e com investimentos em títulos públicos, o aumento da taxa de juros gerou uma desvalorização. “Contudo, o histórico mostra que a rentabilidade acumulada é muito maior que o necessário”, diz Ribeiro.
O executivo destaca que o efeito renda fixa em 2013 foi contábil. “Os títulos investidos devem entregar o recurso no momento que for preciso pagar o beneficio, e esse é o caso da maioria dos planos”. Neto explica que os fundos de pensão, mesmo que insatisfeitos com os resultados, avaliaram que o problema não é estrutural, mas sim conjuntural, em sua maioria.
Para 2014, o executivo espera resultados um pouco melhores. “Do lado da renda fixa, é provável que recupere um pouco das perdas do ano passado”. Já para renda variável, Neto acredita que será um ano difícil por conta da volatilidade da bolsa. “Não será um ano tão ruim quanto 2013. mas a volatilidade é grande, influenciada por fatores internos, e agora por política, eleição”.
Por categoria, renda fixa, que representa 60,4% dos ativos totais, proporcionou retorno de 2% em 2013. Já a renda variável fechou o ano com rentabilidade de 2,50%. A carteira de imóveis registrou retorno de 18,31%, sendo a maior rentabilidade obtida dentre os segmentos.