18-03-2014 – 14:07:18
Aécio Neves é o nome preferido do mercado para a eleição presidencial que ocorre em outubro próximo no país. De 45 gestores de assets ouvidos pela Mercer, para a 13ª Pesquisa Econômica para Fundos de Pensão, 92% avaliam de maneira positiva a vitória do candidato do PSDB, enquanto 8% a enxergam de maneira neutra. Já no caso da atual presidente Dilma Rousseff, em caso de reeleição, 46% dos entrevistados enxergam o fato de maneira negativa, e 54% de maneira neutra. O candidato Eduardo Campos, por sua vez, é avaliado de maneira positiva por 82% dos que responderam a pesquisa da consultoria, com 15% na faixa neutra, e 3% na negativa.
Além disso, o levantamento da Mercer mostra ainda que 82% dos gestores esperam que a inflação encerre o ano de 2014 próximo ao topo da banda, que é de 6,5%. Outros 16% acreditam que o trabalho do Banco Central (BC) será ineficiente, e o IPCA deve chegar a dezembro acima do teto estipulado, enquanto 2% esperam que o índice de preços fique próximo ao centro da meta, de 4,5%.
Em relação ao câmbio, 93% dos gestores projetam que a cotação do dólar vai ultrapassar a casa dos R$ 2,40 nos próximos meses. Hoje a divisa americana é negociada a R$ 2,34. Os 7% restantes esperam que a moeda fique entre R$ 2,30 e R$ 2,40.
Na Bolsa brasileira, 90% dos entrevistados avaliam de maneira positiva a nova metodologia do Ibovespa, e de 10% a enxergam de forma neutra. Na divisão setorial, o segmento mais atrativo na visão dos especialistas é o de bancos, com 73% da preferência, seguido por serviços, com 38%, e mineração, com 32%. Entre os menos atrativos estão petróleo e gás, com 51%, energia elétrica, com 46%, e varejo, com 41%.
Entre as ações das companhias listadas na BM&FBovespa, especificamente, o papel mais atrativo é o do Itaú Unibanco, com a Cetip na ponta oposta.
Quanto ao mercado internacional, 54% dos gestores esperam que a renda variável dos Estados Unidos tenha um bom desempenho em 2014, com 35% esperando uma Bolsa de lado, e 11% prevendo uma queda. Na Zona do Euro, a expectativa positiva representa 59% dos entrevistados, com 30% na faixa neutra, e 11% na negativa.