24-02-2014 18:23:00
A Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, encerrou 2013 com rentabilidade de 7,19%, taxa inferior à meta atuarial de 10,84%. O balanço foi divulgado nesta segunda-feira (24).
No Plano 1, que representa 95% do patrimônio da instituição, e possui benefício definido, a rentabilidade em renda variável atingiu 6,36%, ao passo que o Ibovespa fechou em queda de 15,5% no período. Já em renda fixa, as aplicações registraram ganhos de 8,07% – resultado insuficiente para bater a meta de 11,37% no segmento.
No plano Previ Futuro, de contribuição definida, a rentabilidade em renda fixa foi de 5,5%, quase metade da meta de 11,5% estipulada para o segmento. “A elevação brusca da taxa básica de juros e a inflação em alta prejudicaram os resultados dessa carteira”, afirma o presidente Dan Conrado. O Previ Futuro perdeu mais em renda fixa do que o Plano 1 por que possui mais ativos marcados a mercado (60%).
Segundo o presidente da instituição, embora 2013 tenha sido um ano de resultados abaixo do esperado, a rentabilidade da Previ ficou acima da média do mercado. Ele destaca que o os fundos de pensão, excluindo-se a Previ, registraram perdas de 4,20% no ano passado. O patrimônio total da entidade, somados os planos de benefícios, superou a casa dos R$ 170 bilhões.
Perda de reservas
Ainda que tenha registrado um resultado acima da média do mercado, a Previ teve que suspender o pagamento do Benefício Especial Temporário (BET) no final do ano passado. Isso porque, para distribuir essa quantia aos participantes, seria necessário gerar um superávit superior a 25% das reservas matemáticas do fundo.
Embora não tenha esclarecido qual foi o percentual atingido, Conrado afirma que houve um superávit de R$ 24 bilhões no ano passado. “Tivemos de suspender o pagamento do BET para recompor nossas reservas de contingência, pondera o presidente da Previ. Ainda assim, ele ressalta que não há risco de insolvência para o Plano 1. “Um fundo que tem mais de R$ 20 bilhões para cobrir imprevistos não possui problemas”, complementa.
Com o fim do BET, as contribuições de participantes do Plano 1 e da patrocinadora, o Banco do Brasil, voltaram a ser cobradas. “É importante ressaltar que este era um benefício excepcional, ou seja, um dia iria terminar”.
Projeções
Para este ano, as perspectivas são melhores. Segundo Conrado, a Previ deve elevar apostas em investimentos no exterior para diversificar a carteira. Além disso, em um cenário de alta dos juros, o segmento de renda fixa pode voltar a ter um papel importante em 2014. “As taxas que os títulos públicos estão pagando hoje são superiores às metas atuarias”, destaca.
O segmento de fundos estruturados também tende a trazer bons resultados em 2014, principalmente no setor de fusões e aquisições. “Em momentos de crise, as transações de compra e venda tendem a crescer”, diz.