31-01-2014 20:00:32
Em 2013, apenas 88 fundos de pensão contaram com projetos de educação financeira e previdenciária aprovados pela Previc (Superintendência Nacional de Previdência Complementar) e outras 24 entidades fechadas apresentaram novos projetos para 2014. Para o líder da área de aposentadoria da Towers Watson, Evandro Oliveira, os números são baixos ao se considerar as mais de 350 entidades que estão em operação atualmente. “Pouco mais de 25% das entidades têm algum programa formal de educação, o que ainda é muito pouco em relação ao que deve ser feito pra que os participantes de fundo de pensão se preparem da maneira adequada para construir suas reservas para a aposentadoria”, destaca Oliveira.
As entidades tinham até hoje, 31 de janeiro, prazo para enviar para a Previc o relatório dos programas de educação financeira e previdenciária desenvolvidos em 2013. O consultor da Towers Watson acredita que esse percentual baixo se deve aos custos que programas bem elaborados acarretam. “Na medida em que a economia fica mais estabilizada e a decisão do participante de colocar o dinheiro em um fundo passa a ser determinante para a pessoa se aposentar bem, os fundos sofrem pressão crescente para educar”, salienta.
Oliveira ressalta que os programas devem ser cada vez mais explicativos, inclusive em relação situação econômica do país. “Quando há rentabilidade abaixo da inflação e os participantes não entendem a razão disso, é evidente que ou eles não tiveram um programa de educação financeira adequado, ou esse programa não foi bem compreendido por ele”.
Com a Instrução Previc nº 05/2013, as entidades fechadas que oferecerem aos participantes a possibilidade de optar por distintos perfis de investimento deverão manter programa de educação previdenciária que aborde tais perfis. Ou seja, o programa deverá ser bem mais detalhado para que o participante saiba como funciona cada perfil. “A instrução trouxe uma orientação mais precisa aos fundos de pensão sobre como eles devem se comunicar com seus participantes. A necessidade de comunicação sempre existiu, mas a forma não era definida pelo governo”, diz Oliveira.