04-12-2013 – 17:11:34
Adriano Koelle e Carlos Salamonde são os novos contratados para comandar o BNY Mellon no Brasil. Conhecidos do mercado de fundos de pensão, os dois executivos entram no lugar de Zeca Oliveira e de sua equipe, que dirigia a operação brasileira desde 1998. Junto com Alberto Elias e Carlos Pereira, Oliveira estava afastado do cargo devido a uma investigação de “potenciais violações das políticas e procedimentos internos da companhia”, segundo comunicado divulgado no mês de outubro. A investigação foi concluída e provocou o desligamento dos três executivos. O resultado da investigação e as bases do acordo para o desligamento não foram divulgados, porém fontes do mercado vinham apontando problemas de conflitos de interesses causados pela direção anterior.
Proveniente do Goldman Sachs, onde atuava como diretor de distribuição da asset, Adriano Koelle assume no BNY Mellon como coordenador para a América Latina e diretor executivo para o Brasil. Antes do Goldman, Koelle teve atuação destacada na área de institucionais na Schroders e anteriormente no Chase Manhattan Bank. Ele está entrando na vaga que era ocupada por René Boettcher, que era o coordenador da América Latina desde 2008 e irá assumir uma nova posição de gestão de clientes globais na empresa em 2014. Koelle se reportará diretamente à presidente global da instituição, Karen Peetz, em função desempenhada anteriormente por Zeca Oliveira.
Já Carlos Salamonde, que deixou recentemente o J. P. Morgan, assume como coordenador da área de asset servicing para a América Latina. Com mais de 20 anos de experiência no mercado financeiro, com atuação no Itaú-Unibanco e BBA, Salamonde será o responsável por negócios em crescimento na região com foco em bancos, fundos soberanos e fundos de pensão em toda a América Latina. Ele se reportará a Koelle e a Samir Pandiri, diretor global da área de asset servicing. Salamonde também fica como responsável da área de serviços a fundos de investimentos do BNY Mellon no Brasil, na função que era ocupada anteriormente por Alberto Elias.
O BNY Mellon possui posição destacada no mercado de administração fiduciária e controladoria no Brasil. Segundo informações da empresa, são cerca de R$ 200 bilhões de ativos sob administração atualmente.