Previdência brasileira recua em índice global de pensões

18-10-2013  –  17:21:23 

O sistema brasileiro de previdência privada complementar teve sua nota rebaixada no índice global Melbourne Mercer deste ano. O país passa da 11ª para a 14º posição, basicamente por conta da análise que mede quanto os indivíduos recebem durante sua aposentadoria em relação às suas rendas ativas. Essa análise tem um peso grande na atribuição da nota do levantamento. Na classificação geral, o Brasil teve uma nota de 52,8 ante 56,7 registrada em 2012, em uma escala de 0 a 100. O país ficou abaixo da média geral, 60, que indica um setor com características boas mas com consideráveis riscos e deficiências.

Os primeiros lugares ficaram com Dinamarca, Holanda e Austrália. Na avaliação do consultor da Mercer, Eduardo Correia, apesar da redução de pontos no ranking, o Brasil ainda possui uma classificação bastante alta se o item relacionado à pensão mínima como percentual do salário médio for analisado, se destacando ante economias como Austrália e Holanda. “Ainda há boas oportunidades para o sistema em função do baixo índice de participação da população nos planos de previdência privada, baixo nível de ativos em comparação ao PIB [Produto Interno Bruto] e ausência de contribuição obrigatória nos planos de previdência complementar”, diz.

Este é o 5º ano que a consultoria realiza o Índice Global de Pensões Melbourne Mercer (Melbourne Mercer Global Pension Index). Em 2013, 20 países participaram do estudo, abrangendo 55% da população mundial. Ele mede a adequação, sustentabilidade e integridade dos sistemas. Trata-se de uma parceria com o Australian Centre for Financial Studies (Centro Australiano de Estudos Financeiros).