27-09-2013 – 16:07:51
Os 40 investidores do fundo de direitos creditórios CC2, que tem como principal ativo créditos consignados do banco Cruzeiro do Sul, conseguiram resgatar o dinheiro investido mais a rentabilidade prometida sem perdas. Segundo levantamento do governo após a intervenção no banco – mais de 40 fundos de regime próprio tinham dinheiro aplicado no Cruzeiro do Sul, totalizando R$ 1,5 bilhão.
Herickson Rangel, tesoureiro da Aneprem (Associação Nacional de Entidades de Previdência dos Estados e Municípios), não tem informações se esses RPPS fazem parte dos investidores que receberam parte dos recursos aplicados.
“Quanto a essa devolução, pode ser que esteja acontecendo pois os recebíveis do fundo (empréstimos consignados) continuam sendo descontados dos tomadores de empréstimos (servidores públicos) e repassados aos liquidantes da massa falida”, disse Rangel.
O pagamento realizado na última semana estava garantido por um “colchão de proteção” aos investidores seniores.
“No que se refere ao colchão para amortecer investidores seniores, leia-se que o FIDC tem cotas subordinadas que são originárias do BCSul que servem, em situação de normalidade, como garantia contra o risco de crédito (risco do não pagamento dos devedores dos direitos creditórios e outros tipos de riscos associados à operação). É importante destacar que quanto maior o percentual de subordinação, maior seria a proteção do investidor”, declarou Rangel.