18-09-2013 – 18:27:03
A disputa para as próximas eleições para a Abrapp (Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar), prevista para dezembro, ganhou um novo capítulo na tarde desta quarta-feira (18). A proposta de mudança das regras para eleição do Conselho Fiscal e Conselho Deliberativo, foi rejeitada em assembleia, aumentando o descontentamento das fundações de grande porte, que se consideram preteridas pelo grupo majoritário que predomina na atual diretoria da associação.
De acordo com José de Souza Mendonça, presidente da Abrapp, participaram da assembléia 59 pessoas representando 135 associações. A votação foi realizada a portas fechadas e dois terços dos presentes votaram por manter o antigo sistema de representação, no qual os conselhos Fiscal e Deliberativo são formados por representantes dos fundos de pensão mais votados, independente do tamanho do fundo de pensão que representam.
A mudança proposta era que os conselhos fossem formados segundo o peso patrimonial e número de participantes das entidades, com os fundos maiores elegendo nove representantes, enquanto os fundos de médio poderiam eleger oito membros, o mesmo número das fundações de pequeno porte. Mendonça apontou que, apesar da diferença de opiniões, a assembléia ocorreu de forma tranquila e as divergências de pontos de vista foram ouvidas.
Dissidência
As divergências se concentram em dois pontos. O grupo de grandes fundações, composto por Petros, Funcef e Previ e outras entidades, está insatisfeito com a atual direção da associação e reivindica mudanças. O grupo da situação é liderado por Fernando Pimentel, da Fundação Atlântico, nome cotado para se candidatar à presidência da associação nas próximas eleições.
O diretor administrativo do Petros, Newton Carneiro, reforçou a intenção do fundo de pensão de se desligar da entidade após a assembleia. Junto com ele podem sair outras grandes fundações, como Previ e Funcef. “Já havíamos anunciado que, caso a proposta não fosse aprovada, iríamos sair da Abrapp. Somos contra o formato de fazer a chapa com o Pimentel na cabeça. Se isso se confirmar, vamos sair inclusive das comissões técnicas nacionais das quais participamos.”
Carneiro disse que a Petros e outros fundos defendem um sistema com maior representatividade e participação de todos os setores: pequenos, médios e grandes. Em outubro, uma reunião definirá os próximos passos das fundações insatisfeitas. “Ainda vamos decidir se formaremos outra associação ou um grupo de trabalho, mas não vamos deixar de atuar.