Em conjunto com outros fundos, Fundação Cesp vai aplicar no exter...

13-09-2013 – 16:41:53

 

Em busca de uma maior diversificação dos riscos e de eventuais vantagens regionais, fundos de pensão brasileiros estão se programando para realizar a primeira aplicação conjunta no exterior. Nove fundações pretendem alocar até R$ 400 milhões no mercado internacional entre o fim deste ano e o início de 2014.

 

A cautela vem norteando as ações dessas instituições. O diretor de investimentos da Fundação Cesp, Jorge Simino. um dos fundos que farão os aportes iniciais, disse que primeiro foi definido o conceito e depois as instâncias de governança internas analisaram. “Agora estamos na fase de detalhar a alocação.”

 

Como a Fundação Cesp é multipatrocinada, cada um dos fundos está analisando as propostas em seus comitês. “Já tivemos retornos de algumas decisões e estamos aguardando outras, mas vamos alocar entre R$ 40 milhões a R$ 60 milhões, que corresponde a até 0,5% do patrimônio. Não faz sentido aumentar esse investimento por enquanto”, disse Simino.

 

Para o executivo, o Brasil está hoje como o Chile estava há 20 anos em relação as aplicações em fundos de pensão. “Esse investimento externo é importante para diversificar risco e também para termos uma maior oferta de papéis. Nossa bolsa, ainda que tenha se desenvolvido, ficou aquém dos investidores. Temos em torno de 300 papéis, desses, 150 com liquidez. Alguns setores não são representados no mercado de ações, como bioenergia e genética. E tem a questão regional, poderemos aproveitar um momento positivo na Ásia ou no mercado americano.”

Modelo

 

Além de aplicar em ações, outro ponto definido pelo grupo de fundos de pensão antes do aporte foi a existência de um escritório de representação no Brasil, para agilizar os questionamentos e a tomada de decisões.


Os fundos de pensão, que inclui ainda instituições como Previ e Fundação Itaipu, escolheram o BB DTVM como administrador dos fundos locais e quatro gestoras dos fundos lá fora: J.P. Morgan, Franklin Templeton, Schroders e BlackRock.