Vendas no varejo crescem 1,9% em julho, aponta IBGE

12-09-2013 – 09:39:06

 

O comércio varejista do país cresceu 1,9% no volume de vendas em julho e 2,0% na receita nominal, ambas na série com ajuste sazonal, de acordo com a pesquisa mensal divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgado nesta quinta-feira (12). É o maior resultado para o volume de vendas desde janeiro de 2012 (2,8%). Para a receita nominal, é a maior variação desde junho de 2012 (2,4%).

 

Na série sem ajuste sazonal, o volume de vendas cresceu 6,0% sobre julho de 2012, 3,5% no acumulado dos sete primeiros meses do ano e 5,4% no acumulado em 12 meses. Nas mesmas comparações, a receita nominal de vendas cresceu 13,8%, 11,6% e 12,2%, respectivamente.

Atividades

 

Na série com ajuste sazonal, oito das dez atividades obtiveram variações positivas em volume de vendas: tecidos, vestuário e calçados (5,4%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (3,9%); equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (3,5%); móveis e eletrodomésticos (2,6%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,8%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,3%); Material de construção (0,8%) e livros, jornais, revistas e papelaria (0,6%). As variações negativas ocorreram em combustíveis e lubrificantes (-0,4%) e veículos e motos, partes e peças (-3,5%).

 

Em relação a julho de 2012, todas as atividades cresceram. Os resultados, por ordem de importância na formação da taxa global, foram: móveis e eletrodomésticos (11,0%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (2,6%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (12,0%); combustíveis e lubrificante (7,5%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (11,6%); tecidos, vestuário e calçados (5,9%); equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (8,1%) e livros, jornais, revistas e papelaria (1,4%).

 

Em termos de impacto no resultado do mês, no que se refere ao volume de vendas, a atividade de móveis e eletrodomésticos, com aumento de 11,0% no volume de vendas em relação a julho do ano passado, foi responsável pela maior participação (22,4%) da taxa global do varejo. A atividade vem apresentando taxas de crescimento positivas devido à política de incentivo do governo ao consumo, através da manutenção de alíquotas de IPI reduzidas. Nas taxas acumuladas, as variações foram de 4,8% no ano e 7,1% em 12 meses.


Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo,com variação de 2,6% em julho, sobre igual mês do ano anterior, foram responsáveis pela segunda maior participação no resultado do varejo (21,8%). A atividade apresenta desempenho abaixo da média, em função do comportamento dos preços dos alimentos, que cresceram acima do índice geral no período de 12 meses: 11,9% no grupo alimentação no domicilio, contra 6,3% da inflação global, segundo o IPCA. Nos resultados acumulados, as taxas foram de 0,6% para o acumulado dos primeiros sete meses do ano, e 3,7% no dos últimos 12 meses.