Indicadores de mercado de trabalho da FGV indicam acomodação

09-09-2013 – 09:34:57

 

O IAEmp (Indicador Antecedente de Emprego) da FGV (Fundação Getulio Vargas) avançou 2,6% em agosto, na comparação com o mês anterior, considerando-se dados com ajuste sazonal. O resultado representa uma acomodação após quedas de 1,3% e 5,7%, em junho e julho, respectivamente, sem alterar a tendência de desaceleração do ritmo de contratações da economia brasileira observada desde abril passado.

 

Os componentes que mais contribuiram positivamente para a alta do IAEmp foram os indicadores que medem as expectativas dos empresários em relação à tendência dos negócios e o grau de satisfação atual com a situação atual dos negócios, ambos da Sondagem de Serviços, com variações de 12,8% e 4,4%, respectivamente.

 

O IAEmp é construído como uma combinação de séries extraídas das Sondagens da Indústria, de Serviços e do Consumidor, tendo capacidade de antecipar os rumos do mercado de trabalho no país.

Queda de ICD

 

O ICD (Indicador Coincidente de Desemprego), da FGV, apresentou queda de 2,3% em agosto, em relação ao mês anterior, considerando-se dados com ajuste sazonal. O resultado sinaliza acomodação após a forte alta observada no mês anterior (7,2%). Expresso em médias móveis trimestrais, o indicador sinaliza uma gradual piora do mercado de trabalho neste segundo semestre de 2013.


O ICD é construído a partir dos dados desagregados – em quatro classes de renda familiar – da pergunta da Sondagem do Consumidor que procura captar a percepção sobre a situação presente do mercado de trabalho. A classe de renda que mais contribuiu para a redução do ICD em agosto foi exatamente a que mais havia contribuído para a alta do mês anterior: os consumidores com renda familiar até R$ 2.100,00, cujo Indicador de Emprego (invertido) variou -8,1%.