IPCA de agosto fica em 0,24%, aponta IBGE

2013-09-06 – 09:38:21

 

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de agosto, divulgado nesta sexta-feira (6) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), variou 0,24% e ficou acima da taxa de 0,03% registrada em julho, uma diferença de 0,21 ponto percentual. Contando com agosto, a variação no ano foi para 3,43%, enquanto havia ficado em 3,18% em igual período de 2012. Considerando os últimos 12 meses o índice ficou em 6,09%, abaixo dos 6,27% relativos aos 12 meses anteriores. Em agosto de 2012 a taxa havia ficado em 0,41%.

 

Dos nove grupos pesquisados, seis tiveram resultados superiores aos do mês anterior: alimentação e bebidas, artigos de residência, vestuário, saúde e cuidados pessoais, despesas pessoais e educação. O item alimentação e bebidas saiu da queda de 0,33% de julho e ficou relativamente estável em agosto, indo para 0,01%. Os alimentos consumidos no domicílio continuaram em queda, embora menos intensa, passando de –0,73% para –0,34%, enquanto a alimentação fora foi de 0,45% para 0,67%. O leite longa vida (3,75%), mesmo com alta inferior a julho (5,06%), liderou o ranking dos principais impactos do mês, junto com a refeição consumida fora, que foi de 0,21% para 0,76%. 

 

Os artigos de vestuário perderam o sinal de queda de um mês para o outro, passando de –0,39% para 0,08%, marcando o início da nova coleção no mercado, que ainda convive com as liquidações da estação anterior.

 

Já os transportes (-0,06) tiveram queda menor em agosto do que em julho (–0,66%). As tarifas dos ônibus urbanos variaram –0,20%, ao passo que, em julho, haviam apresentado -3,32%. Houve quedas nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte (-1,85%), Curitiba (-0,39%) e Porto Alegre (-0,36%). Considerando os dois últimos meses, as tarifas dos ônibus urbanos ficaram 3,51% mais baratas. Além disso, o movimento de queda cessou nos ônibus intermunicipais, trem e metrô, que passaram de –1,69%, -4,13% e –4,97%, respectivamente, todos para zero. O etanol mostrou a queda mais acentuada, indo de –0,55% para –1,16%, enquanto a gasolina foi de –0,23% para –0,15%. As passagens aéreas, que haviam aumentado 0,17% em julho, passaram para –0,61% em agosto. Os automóveis usados caíram ainda mais, indo de -0,37% para –0,50%, ao passo que os novos subiram de –0,29% para 0,45%.

 

Os artigos de residência apresentaram o mais alto resultado de grupo, com 0,89%, após ter registrado 0,28% em julho, destacando-se os itens eletrodomésticos (de 0,13% em julho para 1,43% em agosto), mobiliário (de 0,22% para 1,22%) e consertos de equipamentos domésticos (de –0,11% para 1,16%).

 

Em saúde e cuidados pessoais, que subiu de 0,34% em julho para 0,45% em agosto, destacaram-se os serviços médicos e dentários, que foram de 0,67% para 1,37%.

O grupo educação, que havia apresentado 0,11% de variação em julho, subiu para 0,67%. Os cursos regulares tiveram variação de 0,56%, enquanto os cursos diversos (informática, idioma, etc.) apresentaram alta de 1,71%.

 

 

Dentre os índices regionais, o maior foi o de Brasília (0,46%), onde as passagens aéreas, com peso de 2,05% e variação de 3,41%, causaram impacto de 0,07 ponto percentual. Além disso, o item alimentação fora subiu 1,21% e, com peso de 9,47%, gerou impacto de 0,11 ponto. O menor foi o índice de Fortaleza (-0,11%), única região que apresentou deflação, em virtude, principalmente, da queda de 5,21% nas contas de energia elétrica, refletindo a redução de 57,22% nas alíquotas do PIS/Pasep/Cofins. O resultado de –0,96% dos alimentos consumidos no domicílio também contribuíram para a queda do índice da região.


O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange nove regiões metropolitanas do país, além do município de Goiânia e de Brasília. Para cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados no período de 30 de julho a 28 de agosto de 2013 (referência) com os preços vigentes no período de 29 de junho a 29 de julho de 2013 (base).