2013-09-03; 9:56:22
O índice de produção industrial divulgado nesta terça-feira (3) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostrou que a redução no ritmo da atividade industrial em julho de 2013 (-2,0%) foi generalizada, atingindo a 15 dos 27 ramos industriais e as quatro categorias de uso. Entre os setores, as principais influências negativas foram registradas por veículos automotores (-5,4%) e farmacêutico (-10,7%), com ambos anulando os avanços registrados no mês anterior: 1,8% e 10,0%, respectivamente.
Outras contribuições negativas relevantes sobre o total da indústria vieram de borracha e plástico (-4,5%), celulose, papel e produtos de papel (-3,6%), alimentos (-1,4%), máquinas para escritório e equipamentos de informática (-9,4%), máquinas e equipamentos (-1,6%), outros equipamentos de transporte (-3,3%), metalurgia básica (-1,8%) e outros produtos químicos (-1,5%). Com exceção do último setor que mostrou taxa negativa pelo segundo mês seguido, as demais atividades apontaram resultados positivos em junho último: 0,4%, 3,4%, 0,8%, 8,6%, 3,4%, 9,2% e 0,6%, respectivamente.
Já entre as 11 atividades que ampliaram a produção, o destaque para a média global foi verificado em refino de petróleo e produção de álcool (3,3%), que recuperou parte da perda de 4,1% assinalada no mês anterior. Houve expansões ainda nos setores de bebidas (2,3%), de material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (3,5%) e de produtos de metal (2,0%).
Entre as categorias de uso, ainda na comparação com o mês anterior, bens de consumo duráveis, ao recuar 7,2%, assinalou a queda mais acentuada em julho de 2013, eliminando, assim, o avanço de 4,5% registrado em junho último. O segmento de bens de capital (-3,3%), que também apontou recuo acima da média nacional (-2,0%), devolveu parte da expansão de 6,5% observada no mês anterior. Os setores produtores de bens de consumo semi e não duráveis (-1,5%) e de bens intermediários (-0,7%) também mostraram taxas negativas nesse mês, com o primeiro eliminando parte do avanço de 2,7% de junho, e o segundo assinalando a terceira taxa negativa consecutiva, período em que acumulou perda de 1,8%.