Edição 188
Com o intuito de estimular a poupança previdenciária, agora a contribuição
básica é mais flexível, mas tornou-se obrigatória
Com sete anos completos, o VotorantimPrev, plano de contribuição
definida (CD) do fundo de pensão dos funcionários da Votorantim, a
Funsejem, começou o ano com novidades no regulamento e nos
investimentos. Com o intuito de estimular a poupança previdenciária,
agora a contribuição básica é mais flexível, mas tornou-se obrigatória. Já
na política de investimentos, a fundação ampliou a alocação em renda
variável, de 35% para 40%, no segmento de gestão agressiva e alterou
benchmarks na renda fixa.
A partir deste ano, a contribuição dos participantes varia de 0,5% a 6% do
salário, com múltiplos de 0,5% entre esses limites. Antes, a contribuição
variava de 0% a 6% com múltiplos inteiros, o que permitia que muitos
funcionários aderissem ao fundo, mas não contribuiam. “Com a
contribuição mínima obrigatória de 0,5%, temos um potencial de
aproximadamente 7 mil participantes que hoje não contribuem”, conta o
gerente de previdência privada do Funsejem, José Serafim de Freitas.
Segundo ele, o percentual baixo é para não comprometer o orçamento
dos participantes. Já quem não contribuir, terá que se desassociar.
Nos investimentos, além de alterar a meta atuarial de IGPM + 6% para
IGPM + 5%, a fundação mudou os benchmarks dos dois tipos de gestão
que existem no plano, a gestão conservadora, que aplica somente em
renda fixa, e a gestão agressiva, que a partir deste ano pode alocar até
40% em renda variável. Na gestão conservadora, o benchmark passou de
CDI + 0,6% para CDI + 0,8%, já na agressiva, de CDI + 3,5% para CDI +
4,5%. No ano passado, a rentabilidade da gestão conservadora foi de
11,66% e da gestão agressiva de 17,2%.
Freitas explica que a fundação detectou boas oportunidades no mercado
de risco e que decidiu dar condições e sinalizar para os seus gestores
(Itaú, Unibanco, Votorantim Asset Management e o BNP Paribas) que há
disposição em participar desses segmentos. Ele ressalta que os gestores
estavam cumprindo as metas estipuladas, mas que a exposição em renda
variável ficava, no máximo, em torno de 20%, longe do limite de alocação
da gestão agressiva, que em 2007 era de 35%. “O limite foi ampliado
para que, em momentos bons, os gestores possam trabalhar melhor e
trazer melhores resultados”, avalia Freitas.