07-10-2013 – 11:14:49
O ano de 2013 não será lembrado com saudades pelos regimes próprios de previdência (RPPS), mesmo para aqueles que fecharem o ano com ligeiro aumento das reservas. O RPPS de Santos é um desses. Com cerca de R$ 410 milhões em ativos hoje, contra R$ 392,19 milhões ao final do ano passado, as reservas do instituto cresceram cerca de 4,5% no acumulado do ano. Mas o acumulado de qualquer meta atuarial é maior, variando entre 5,80% e 7,30% no período.
Segundo Jorge Manuel Ferreira, presidente do IprevSantos, esse crescimento é resultado da diversificação da carteira de investimentos. “Nós paramos de aplicar em IMA-B face as perdas que os títulos do governo estão gerando. Fizemos aplicações mais conservadoras para evitar novas perdas e resolvemos apostar um pouco mais em renda variável, onde havia uma perspectiva de ganho ou pelo menos de não-perda”, explicou Ferreira.
“Nós não tínhamos nenhum FIDC, nenhum fundo de participação, nenhum fundo imobiliário, nenhum multimercado, nada disso. Nós passamos a estudar novas possibilidades e estamos agora investindo no primeiro fundo imobiliário e no primeiro fundo de participação. Estabelecendo uma base um pouco mais ampla e tendo várias aplicações você se protege”, afirmou.
Além disso, o instituto adotou uma “política de economia”, segundo o presidente do IprevSantos. O instituto cortou gastos e terminará, nesse quesito, com diferença de R$ 1 milhão em relação a 2012.
Segundo Ferreira, que aposta na estabilidade da taxa de juros para recuperar os investimentos perdidos deste ano, a perspectiva para 2014 é boa. “A expectativa do mercado é em torno de 9,5%, mas a partir de novembro, se continuar a inflação do jeito que está, mais contida, aí acho que não há muito espaço para ‘abrir’ mais a taxa. Vendo a estabilidade das taxas, os fundos começam a performar positivamente, mesmo que não seja uma taxa igual a 2012, que foi fora do padrão”.