Missão vai levar fundos de pensão brasileiros ao Reino Unido

Oito fundos de pensão brasileiros - Fundação Copel, Fapes, Funcesp, Funcef, Forluz, Previ, Petros e Valia – além da Previc, irão visitar o Reino Unido em outubro como resultado de um encontro anual promovido em 2018 no início de agosto em Londres entre o Ministério da Fazenda e o Tesouro britânico, que visa estreitar o relacionamento entre empresas e investidores das duas regiões.

“Esse é o quinto ano em que receberemos representantes de fundos de pensão brasileiros para uma semana de reuniões com gestores de investimentos, membros do governo britânico e outros atores relevantes dessa indústria no Reino Unido”, explica o embaixador do Reino Unido no Brasil, Vijay Rangarajan. Segundo ele, o objetivo é promover um maior entendimento dos serviços que são oferecidos por empresas britânicas, com explicações sobre a dinâmica do setor e troca de conhecimento e experiência através de reuniões com fundos de pensão da região, além de executivos da bolsa de valores de Londres e especialistas da área.

“Queremos reforçar a importância da diversificação no portfólio de investimentos das fundações e trazer aspectos a serem considerados na análise dos benefícios e riscos de cada estratégia de investimento”, afirma Rangarajan. A programação deste ano incluirá seminários com as gestoras Aberdeen Standard Investments, Columbia Threadneedle, GAM, GuardCap Asset Management e Schroders.

O embaixador do Reino Unido no Brasil acredita que a troca de experiências seja benéfica para os fundos de pensão dos dois países, à medida em que é ampliado o conhecimento sobre as diferentes regras e funcionamento dos mercados no Brasil e no Reino Unido. “Uma questão que está sendo discutida atualmente no Brasil, e que já foi vivenciada pelos britânicos, é a da contribuição automática a planos de previdência, que será explorada durante a missão em outubro através de um encontro com o time que auxiliou o governo britânico nesse trabalho”, pontua Rangarajan, acrescentando que trazer um maior conhecimento aos brasileiros sobre os diferentes ativos em que os fundos britânicos podem investir e quais são as exigências em termos de processo de tomada de decisão sobre investimentos e compliance também são temáticas que devem constar nas conversas entre os dois países.

De acordo com o embaixador, os fundos de pensão britânicos estão recebendo um apoio maior por parte do governo para que as tomadas de decisão considerem fatores ambientais e consequências para as mudanças climáticas. “Portanto, será enriquecedor para os participantes ouvir como esses fundos de pensão estão trabalhando para a mudança de mentalidade nesse sentido e também em colaboração com o governo para que o interesse de todos seja atendido”.

Guia – O encontro anual das autoridades monetárias também trouxe como resultado a estruturação de um guia que será preparado para auxiliar os institucionais brasileiros em investimentos com os quais ainda tem pouca familiaridade, como as finanças verdes. “O guia será feito em colaboração com a Previc e será utilizado para auxiliar os seus profissionais a analisarem investimentos complexos, para quem serão feitos treinamentos sobre as temáticas contempladas no material. O guia se destinará também à diretoria dos fundos de pensão, como responsáveis pela determinação da política de investimento e capacitação dos times internos”, explica Rangarajan.

O guia vai abordar as melhores práticas que devem ser consideradas pelos fundos de pensão para questões ambientais, sociais e de governança corporativa, além de fatores a considerar para análise de risco e de treinamento de equipes internas para que investimentos complexos possam ser feitos com maior segurança. “Estamos vendo um grande crescimento em investimentos de impacto no mundo todo, o que demonstra uma diferença na maneira como investidores estão considerando fatores ambientais, sociais e de governança em suas decisões. O Reino Unido tem se esforçado para mobilizar o mercado privado no apoio e alocação de recursos para essas áreas e iremos trabalhar em conjunto com o Brasil para fortalecer o mercado de finanças verdes e facilitar transações e investimentos de investidores institucionais de ambos os países”, diz o embaixador, que lembra também do trabalho em desenvolvimento junto ao BNDES para apoiar a integração de elementos socioambientais em processos de investimento e políticas internas e engajar investidores institucionais no financiamento de infraestrutura sustentável no país.


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