Previ adota medidas para reduzir seus custos internos

A Previ tem adotado nos últimos anos uma série de medidas que visam reduzir os custos internos que garantem a manutenção da estrutura da fundação. Entre 2013 e 2017, os gastos totais, corrigidos pela inflação (base 2017), caíram de R$ 371 milhões para R$ 297 milhões. O cálculo exclui despesas de PIS/Cofins e contingências. Segundo explica a entidade previdenciária, em comunicado, se as despesas continuassem a crescer no mesmo ritmo que avançaram entre 2008 e 2014, poderiam ter chegado a R$ 418 milhões em 2017.

“Não se trata simplesmente de cortar despesas de forma aleatória. É preciso reduzir os gastos, mas sem diminuir a qualidade do serviço e do atendimento prestado aos associados”, destaca a Previ, no comunicado. O fundo de pensão destaca entre as iniciativas que contribuíram para a redução dos gastos o projeto de otimização de sua sede. O espaço, que ocupa dois andares inteiros de um edifício corporativo na Zona Sul do Rio de Janeiro, passará a ocupar um piso inteiro e 25% de outro até o final de 2018. O redesenho, segundo a fundação, permite acomodar todos os setores da entidade em um espaço menor. Com isso, será possível economizar R$ 5,5 milhões por ano em despesas com aluguel e condomínio.

A Previ cinta ainda entre outras medidas a reformulação de algumas áreas, que condensou a estrutura de oito gerências em quatro, otimizando recursos. O calendário de treinamentos de funcionários também foi readequado e dimensionado para atender às necessidades mais urgentes de cada área. 
“Dessa maneira, pudemos reduzir a despesa de capacitação sem afetar a qualidade das iniciativas”.

Além dessas medidas, houve uma readequação do quadro de funcionários cedidos pelo Banco do Brasil, o que resultou na redução da dotação da Previ. Juntamente com outras iniciativas, como o escalonamento de promoções de funcionários, isso tornou possível reduzir o gasto de pessoal em torno de 3%. Os contratos de serviços com fornecedores externos, por sua vez, também foram revistos ou renegociados nos últimos anos. “Com isso, foi possível reduzir ou manter sem reajustes os valores, obtendo uma economia considerável para a entidade”, diz o comunicado.

A redução do número de ações judiciais contra a Previ também foi importante para a diminuição total das despesas. Em 2012, havia 23,9 mil processos na Justiça contra a Entidade. Em 2017, esse número caiu para 16,6 mil, resultado, segundo a entidade, de um esforço contínuo do departamento jurídico. No ano passado foram encerrados 3,7 mil processos, com custo médio de R$ 3,8 mil cada. Somado a isso, houve um esforço de recuperação de créditos que trouxe R$ 400 milhões de volta aos cofres da Previ, e que ajudam a mitigar os custos judiciais das ações envolvendo a entidade.


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