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Western Asset prepara lançamento de dois fundos globais de subsidiárias da Legg Mason

08-08-2017 - 18:44:50

 

Com a perspectiva de que o Banco Central (BC) seguirá com seu processo de redução da taxa básica de juros, que deve atingir patamares insuficientes para o cumprimento das metas atuariais, e com a volatilidade oriunda do universo político, que tende a aumentar em 2018 com a eleição para presidente, os fundos que investem em ativos no exterior devem ganhar espaço no portfólio dos investidores nos próximos meses. Ao menos essa é a expectativa da Western Asset, subsidiária da Legg Mason, que prepara para os próximos dias o lançamento de dois novos fundos globais de outras casas internacionais e independentes que também compõem o mesmo grupo.

Na próxima sexta-feira, 11 de agosto, a Western irá lançar no mercado brasileiro um fundo de crédito de renda fixa gerido pela Brandywine, que tem US$ 70 bilhões em ativos sob gestão, e um fundo de ações focado exclusivamente em companhias de capital aberto do setor global de infraestrutura, que tem a Rare como gestora responsável, asset com US$ 5,5 bilhões. Até pela demanda que os executivos da Western sentiram junto aos investidores nos últimos meses, ambos os fundos a serem lançados, que serão feeders locais que comprarão 100% das cotas do fundo no exterior, farão o hedge do câmbio, e, portanto, não terão a volatilidade da variação do dólar frente ao real.

“O grupo Legg Mason não é composto por uma única companhia que faz diferentes produtos, mas sim por várias gestoras que são especializadas em determinados segmentos”, diz Roberto Teperman, diretor comercial da Legg Mason. Teperman ressalta que, no caso do fundo de crédito, para a escolha pela Brandywine pesou o fato da gestora adotar um modelo inverso de análise dos ativos realizado pela Western – a Brandywine faz uma análise ‘top down’ dos créditos, enquanto a Western faz uma análise ‘bottom up’. Sobre o fundo de ações, o principal apelo é o fato de seu benchmark ser a inflação dos países do G7 mais uma taxa de 5,5%, que deve casar com o passivo dos fundos de pensão brasileiros, explica Teperman. O fundo de renda fixa não segue nenhum benchmark específico.

Além desses dois novos fundos, a Western vai lançar ainda em 2017 outros três fundos globais, também de outras subsidiárias da Legg Mason, sendo dois deles com o foco nos Estados Unidos e um na Europa. Um desses fundos adota a estratégia ‘long and short’, e dois são focados no mercado acionário, mas o diretor prefere não dar maiores detalhes sobre esses veículos por uma questão estratégica.

“O investimento no exterior é a classe de ativo que mais está em evidência nas frequentes conversas que temos com os investidores, tanto no universo institucional como no varejo”, afirma Marc Forster, diretor executivo da Western Asset. O profissional nota que o segmento de fundos no exterior recebeu maior atenção dos investidores após o evento de 17 de maio, quando veio à tona a delação da JBS, que provocou uma queda abrupta nos preços de praticamente todos os ativos do mercado brasileiro. “Os investidores viram após o evento de maio que a grande maioria dos multimercados estava com posições muito próximas entre si, ainda que em magnitudes diferentes”.

Com os cinco novos fundos a serem lançados pela Western, a gestora terá em sua grade um total de dez fundos que permitem ao investidor acesso a ativos globais. Hoje a gestora acumula aproximadamente R$ 1 bilhão em ativos sob gestão referentes a fundos no exterior, com a predominância de investidores institucionais e do varejo, à medida que a casa tem crescido por meio das plataformas de arquitetura aberta voltadas para o pequeno investidor. Forster admite que a Western terá de realizar um esforço adicional para popularizar entre os investidores brasileiros as gestoras globais subsidiárias da Legg Mason, mas ele acredita que o atual momento, de maior demanda por esses produtos, deve ajudar nesse trabalho.

Equipe – Além da mudança na grade de fundos offshore, a Western Asset trabalha também na recomposição de sua equipe de crédito, após a saída de Jean-Pierre Cote Gil no início de junho. Forster explica que Cote Gil acumulava a responsabilidade da gestão e da pesquisa de crédito, e com a saída do executivo, a Western optou por segregar as funções. A gestão ficará à cargo de Adriano Casarotto, que já fazia parte da equipe capitaneada por Cote Gil. Casarotto está na Western desde 2013, e acumula passagens pela Schroders, Itaú, ING e BankBoston. Já para a parte de pesquisa a asset ainda procura um nome no mercado. 


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