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UBS rebaixa recomendação para ações brasileiras e prevê bolsa aos 51 mil pontos no pior cenário

 19-05-2017 - 11:42:21

 

Por enxergar um potencial risco negativo para as ações brasileiras, após o escândalo político que atingiu o presidente da República Michel Temer, o UBS optou por retirar sua recomendação 'overweight' (desempenho esperado acima da média do mercado) para a Bovespa. Em cenários de estresse como o atual, o mercado doméstico de renda variável, dizem os profissionais do UBS, costuma operar em níveis de 8,5 vezes pelo múltiplo Preço/Lucro, indicador que mostra se os ativos estão caros ou baratos ao precisar quantos anos o investidor levaria para recuperar os recursos aplicados em determinado papel.

Atualmente, o Ibovespa opera em um múltiplo Preço/Lucro de 11 vezes. Assumindo que os ganhos corporativos esperados à frente, de 28% em 2017, e de 7% em 2018, permanecem inalterados, se o mercado voltar a operar em patamares observados quando a aversão ao risco também estava elevada, o UBS projeta uma queda de 24% para o mercado local de ações, com o principal benchmark da bolsa brasileira entre 51 mil a 52 mil pontos. Os especialistas da instituição financeira ressaltam, contudo, que o ambiente macroeconômico brasileiro se alterou de maneira significativa nos últimos meses, com a inflação muito abaixo dos níveis de 2014, e com uma redução de três pontos percentuais na taxa Selic na comparação com um ano atrás. “Por isso, essas estimativas para o mercado brasileiro de ações embutem o pior cenário para o mercado”, diz o relatório do UBS, assinado, entre outros, pelo economista Tony Volpon, que foi diretor do Banco Central e membro do Comitê de Política Monetária (Copom) de abril de 2015 a julho de 2016.

Sobre suas ações preferidas na Bovespa, os gestores do UBS escrevem no documento que tem privilegiado “nomes de alta qualidade”, e citam empresas exportadoras que se beneficiam da valorização do dólar e com fortes demonstrativos financeiros. Entre as companhias com forte geração de caixa, boas pagadoras de dividendos e baixa dívida líquida como proporção do Ebitda, os profissionais do banco apontam Ambev, Queiroz Galvão, Cesp, CTEEP e Telefonica Brasil. Entre as exportadoras, aparecem no radar do UBS Klabin e BRF.


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