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Postalis leva às autoridades americanas caso contra BNY Mellon

16-05-2017 - 15:50:06

 

O Postalis passa essa semana por uma série de reuniões nos Estados Unidos com autoridades americanas para apresentar suas denúncias contra o BNY Mellon, o qual acusa de ter falhado como administrador fiduciário da entidade gerando perdas em diversos investimentos realizados pela fundação. De acordo com o Postalis, BNY Mellon atua como administrador fiduciário de seus investimentos desde 2011 e uma série de perdas por investimentos fraudados foram decorrente de quebra de contrato e violação do dever fiduciário do banco.

A atual diretoria do Postalis, composta por André Motta como presidente e Christian Schneider como diretor de investimentos, lidera uma delegação junto ao deputado federal Evandro Roman (PSD/PR), o vice-presidente de finanças e controles internos dos Correios, Francisco Arsênio de Mello Esquefe, e representantes de sindicatos e entidades representativas dos participantes do instituto. A comitiva participa das reuniões que ocorrem esta semana com membros dos poderes Legislativo e Executivo americano, além de funcionários do Departamento de Estado e do Tesouro dos Estados Unidos. “A delegação pretende sensibilizar os congressistas norte-americanos quanto à responsabilidade do banco BNY Mellon no prejuízo causado por sua filial no Brasil”, diz o Postalis em comunicado.

O Postalis e o BNY Mellon travam briga na justiça brasileira desde 2014, quando o fundo de pensão começou a registrar perdas dos investimentos no Brasil Sovereign II Fundo de Investimento de Dívida Externa (Fidex). Posteriormente, o Postalis acusou o BNY Mellon de falhar como administrador fiduciário em diversos outros fundos. Do outro lado, o BNY Mellon alega que a antiga gestora do Fidex, Atlântica Administração de Recursos, fez com que o fundo realizasse dois investimentos em títulos de dívida privados, e apenas recentemente o BNY Mellon obteve conhecimento de que o valor pago pelo fundo foi superior ao devido para a aquisição dos títulos. Ex-gestores do BNY Mellon e ex-dirigentes do Postalis já foram punidos por conta da má gestão dentro da entidade.

O fundo de pensão diz que o déficit próximo a R$ 6 bilhões em seu plano de benefício definido (BD) se deve em grande parte às aplicações temerárias. Segundo o Postalis, sus denúncias contra o BNY Mellon visam reparar perdas evidenciadas no Fidex e nos fundos Serengeti e São Bento. O postalis também move ação específica quanto à administração do BNY Mellon no Fundo Tejo e Fundo Riviera, e contra operações realizadas no Fundo São Bento à margem do regramento da Resolução 3792 do Conselho Monetário Nacional, excedendo os percentuais máximos previstos para cada classe de ativo. Há também uma ação acerca da compra de um Fundo de Compensação de Variação Salarial.


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